terça-feira, 12 de junho de 2018

Pelas janelas das saudades

Menino todo! É o menino que adulto não cresce. Quando chega aqui nesse território e demora a ir embora, prolonga estadia, deita no colo, e amargo chora. Ou é menino tolo, que amargamente chora de vontade, de potências, precisa curar seu sofrimento. Menino bobo que explora sua alegria nas coisas boas que foram. Meninos e meninas que choram e sorriem do tanto de coisa boa que colocaram em suas malas da vida, que costuram o céu pelo olhar na janela. A janela que ora cortina uma luz de preenchimento, ora vira um contra-luz, mas quase sempre desenha uma luz principal.
Menin@s não cansam de olhar pra dentro, olhando pra fora que curtem o saudosismo, que lembram o passado brincando com presente que vira futuro, que vigora sempre o agora!
Nas meninices seguem seus adultos brincantes que tentam e logram 'estar' em companhia de si mesmos, que facilitam suas cantarolices de suas próprias imagens. Não enredam quase sempre o acerto das palavras, que pecam pelo desordenamentos, mas que escapolem sempre pelas janelas das saudades.