quinta-feira, 19 de abril de 2018

A saída portátil pra dentro da espiral

Quando se começa a contar uma estória de amor, se brinca, se joga, se inventa, se esconde, se pega, se sexo, se emociona, se deve, se ganha, se perde, se conta, se lança, se prende, se submete, se livra, se junta, se cria, se transa, se ama, se fode, se junta, se argumenta, se salva, se castra, se deseja, se aliena, se transcende. Na perversão do "se" nada se faz, se algo...
Na construção de uma narrativa de desvínculo, de esvaecimento, o que aprende-"se" é olhar e observar a elasticidade da vida, da tensão e duração do tempo e do espaço acontecendo em você-s-, sem que percebam. É como! em um momento aventurar-se nas volta de um movimento espiralado, do rodopio do vai e vem, de quase achar que é a mesma coisa, mas não é. Quando se vê de perto é quando está distante, parece que se vê mais nítido. Problema de visão.
No erro da escrita que se ajunta em letras no êxtase da escrita que performa, que ama, que não se enxerga os erros das acordadas normas e regras que punem a selvageria do ritmo, do pulsar. Quando então se pára de escrever, se distancia e lê o que se dedilhou nota-se exagerados erros ortográficos, que estão em desacordo com a norma. Nessa hora pára e pensa, que se dane a norma, que lindo foram os exageros! Que lindo sempre é o tempo exagerado que passa e que fica.
Na assinatura fica resquícios.