sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

TRANS-recomeço

Quando penso em trevo, surge a pouca antipatia nos trevosos reconvexos. Na fúria e inutilidade de guardar o processo o estimado agente fugiu com o texto de enigmáticas palavras de recomeço. Essa entidade fugiu com a criatividade que não é minha e nem é sua, dilacerou uma falsa poiesis, criticou a capacidade de permuta e de liberdade.
A percepção de TRANS é justa e incontrolável, agora o chaos faz dessentido jubilando uma esfera que não custa e não costura os pensamentos. A ira da tarde esteve no holocausto do vazio e da inexatidão das coisas. Antes houve hesitação, êxito e inexato e uma troca de rimas chulas, cheios de gotas de desejos.
Houve outrora romantismo e uma busca do entardecer, de luz de cinema clichê... comedidamente fundiu-se ao desespero e o perdido, nada foi salvo e o espectro que durou cerca de seis anos quis devir-beleza, mas foi tramado pra ser nada mais do que é: isto!
Foi-se o tempo dos grandes chafurdos, mesquinhos e carentes deuses... a invenção do agora acaba neste exato momento, tremendo, chorando, agonizando em regozijo. No tempo seleto, na trama dos ímpios e na desfeita dos puros, na calcificação dos seres impiedosos e paradoxais.