segunda-feira, 21 de maio de 2012

Historinha do menino - entre artistas, cineastas e sujeitos desviantes, a questão do olhar educado

O menino de calça curta que corre andando, vê com os olhos fechados e ri chorando, despenca com seus pensamentos. Andante de hábito, passa na Rua Histórias do dia-a-dia que cruza com a marginal Olhos que tudo veem. Na esquina entre essas ruas, ele encontra, jogadas em cantos diferentes, duas bolas inusitadas: uma verde triangular e outra quadrada preta. Achou um máximo, quis ser homem-forma também.
No dia seguinte mostrou para os colegas o achado e os convidou para brincar na quadra próximo ao território dos confortáveis domicílios. Nenhum colega se interessou.
O menino ficou triste, quase desistiu...continuou andando, como de costume, segurando suas duas bolas agora.
Chegando na rua Coisas inusitadas em devir, ele avistou jovenzinhos esquisitos que brincavam na rua de chão de terra batido. Curiosamente eles pulavam e chutavam com uma bola que tinha forma de árvore. O muleque sorriu triste para o evento e dispôs-se a aproximar. Mostrou suas bolas também. O terreno de chão batido tornou um campo perfeito para esquisitices e brincadeiras anônimas. Ninguém se conhecia, mas souberam, cada qual ao seu jeito, brincar com as bolas diferentes sob aquele chão.
No final da tarde com o sol resplandecendo e delimitando/ recortando as figuras, pessoas passeavam a beira do campo sem prestar atenção no jogo, enquanto outros paravam e sorriam...o dia prosseguiu até a noite.