quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

No desespero do acalanto da cidade


Desde que vim aqui/ a ter/ater-se contigo nunca vi tão belas e enigmáticas sonoridades saírem da sua causa justa/que nem saia, que saía das suas entranhas.
O mesmo pavor da dor vociferada  daqueles outros que passavam sem parar é o que compartilho aqui nas doces páginas dos devaneios. Quando lá na praia eu curti o abraço fraterno de Fellini, senti que seu odor não dizia coisa com coisa, nunca ultrapassavam essências de egos que nunca diluídos tornavam-se 8 e ½.
É assim que me porto, antes, logo ali: cansar de escrever e pensar dos filetes do meu emaranhado, das favas da vida entre o amor e o desagrado familiar e as falcatruas do abraço diário do fazer mais que repetitivo e banal do meu ganha troco.
Em busca das querelas do dia que amanhece sempre muito utópica e termina e feixes e faróis, entre o fétido odor da “marmita” empapuzada de bolor. Só vejo o que resta, são trapos, somos trapos do inatingível... das beiras, dobras da multiplicidade.
Os míseros! Eu quero os míseros, eu quero acabar de vez com o prazer que iniciou e forjou uma representação de mim, uma falsa identidade do profeta que fingia com as palavras das performances de/do ser. Mas calma! Tem espaços que as imagens germinam potências: olha elas aí! Você veem tbm? – esquizo.

Escuto lá no rádio: o dia anoiteceu e trouxe consigo a paz e a tranquilidade das pessoas que agora se encontraram com seus filhos, mulheres, maridos, amigos, comendo, bebendo, conversando, trocando informações, gracejos, afetos.

Caos espiral, Wolney Fernandes




Sigo agora para o emaranhado.


Nenhum comentário:

Postar um comentário