sábado, 18 de fevereiro de 2012

linhas (des)encanto da cidade 1

Na margem do asfalto as fezes do seu cachorro/
e mais adiante os rastros do odor dos pés descalços da moça
Ela me abordou e pediu um cachorro-quente. eu disse que sim, mas tava fechado
tem o supermaia. ok! perguntou se tinha vergonha d'eu pagar por um programa. comprei 4 pães, queijo fatiado,
presunto, fanta uva e um pacote de camisinhas. despedi-me sem os gozos/
os sôfregos dignos da noite já não andam, rastejam, pedem favores. cria crina das crianças bandidas/
 igual pac man, passa um veloz, outro menos, mais um, vem outro, sem farol, com farol, olha lá aquele outro, vai bater neste daqui, cuidado.
meia hora depois a ambulância carrega os corpos mortos.
Só a carne fétida. mas somos felizes.

Um comentário:

  1. uau!
    essas linhas ainda vão dar pano para manga!
    mesmo que evoquem desencantos...

    ResponderExcluir