segunda-feira, 4 de abril de 2011

É refletindo que a gente se entende - ensaio sobre realidade

Antes de tudo assista aula do Prof. Dr. Clovis de Barros: http://vimeo.com/17082171

Agora leia Varela:
"É fascinante que o mundo seja assim plástico, nem subjetivo nem objetivo, nem uno nem divisível, nem dual nem indissociável. Isso aponta tanto para a natureza do processo, que podemos perceber na globalidade de sua qualidade formal e material, como para os limites fundamentais daquilo que podemos compreender de nós mesmos e do mundo. Demonstra que a realidade não está simplesmente constituída por nosso capricho, porque isso impricaria supor a possibilidade de escolher um ponto de saída do interior. Prova, além disso, que a realidade não pode ser entendida como algo objetivamente dado, que se pode captar, porque isso implicaria presumir um ponto de partida exterior. Demonstra, com efeito, uma ausência de fundamento sólido de nossas experiências, pelas quais nos são fornecidas determinadas regularidades e interpretações, fruto de nossa história conjunta como seres biossociais. No interior dessas áreas de história comum que se apóiam sobre acordos tácitos, vivemos em uma aparentemente interminável metamorfose de interpretações que se sucedem.”

E por último não entenda nada, porque nem todos mistérios somos capazes de discernir:

Pra que ter certeza se estamos todos no mesmo, numa mesma concepção de mundo e de suas imagens.


Para se ter certeza será precisa apenas passar pela experiência das sensações percepções. Somos então escravos das sensações?

Porque então nos foquemos nessas pequenas percepções individuais e coletivas que nos dão felicidades. E não nos enganemos entre felicidade e prazer. Porque então não nos foquemos em nós, no silencio, nos instantes vazios de nos mesmos, pois estes irão compor o que dizemos de realidade, ilusões de realidade, ora processadas e categorizados pelo poder da imagem ou da percepção da imagem. Ela diz muito de nós que dizemos muito sobre ela. No final estamos falando em voz alta sobre nós mesmo.



Ps: não concordo quando o professor fala que "em nada o tempo da alma não diz do tempo do mundo". Acho que a ideia de energia, da luz conjuga tudo numa só multiplicidade de forças energéticas...mas existe tantas outras asneiras, não é mesmo?!



" o caos é tudo aquilo que está em potência"





UMA GRANDE INTERROGAÇÃO SOBRE TUDO! DEIXEMOS OS MISTÉRIOS EXISTIR!



                                                               Escher

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