terça-feira, 20 de setembro de 2011

Por vir, devir-complicado

O Por vir está sempre aqui em devir. Sugestiva são as palavras quando nos falta fôlego pra começar algo que já está no começo, que dura no tempo. As imagens que sempre olhei para/com os sujeitos fraternais mudam (devir-mudança,rs!), mas o Por vir que dura na coexistência, pois não dá pra pensar separada é angustiante, é incerto. O que é complicado? Ser, perceber, sentir, degustar as mesmas coisas quando não percebemos tempos de mudança, quando a mudança, a incerteza são fatores seguros do vir a ser diário!
Muita calma pois nada será sempre igual.

Me deêm uma imagem de vocês!

A minha é:

sábado, 30 de julho de 2011

Nas inutilidades do pensamento

Lá embaixo eu sentia cheiro de conspiração. Cada letra queria um sabor novo, um cheiro que não era conhecido, uma imagem que não está ali: visível!
Ademais, tanto subjetivação não vale realmente nda, pois me flexiono contraditoriamente nos meios escuros do mesmo. Sempre o mesmo tal mais do mesmo. Engana-se, enganei-me, iludi-me, inebriei-me com aquilo que por ora foi sempre aquele velho aquilo e conhecido, e que eu cansava de almejá-lo como algo novo, surpreendente e provocativo.
Essas palavras sempre desejam ser blefes, sempre me traem, nunca dizem o que realmente querem dizer. As palavras são sempre fruto do pensamento e de algo que já foi quase inconcebível....mas aqui se fazem por reconhecidas e codificadas!
Porque então sempre esconder o que está claro: signos são sempre signos, códigos são sempre eles...mudam, mesclam, agenciam-se, finge-se..mas estão sempre desejando uma razão!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

É refletindo que a gente se entende - ensaio sobre realidade

Antes de tudo assista aula do Prof. Dr. Clovis de Barros: http://vimeo.com/17082171

Agora leia Varela:
"É fascinante que o mundo seja assim plástico, nem subjetivo nem objetivo, nem uno nem divisível, nem dual nem indissociável. Isso aponta tanto para a natureza do processo, que podemos perceber na globalidade de sua qualidade formal e material, como para os limites fundamentais daquilo que podemos compreender de nós mesmos e do mundo. Demonstra que a realidade não está simplesmente constituída por nosso capricho, porque isso impricaria supor a possibilidade de escolher um ponto de saída do interior. Prova, além disso, que a realidade não pode ser entendida como algo objetivamente dado, que se pode captar, porque isso implicaria presumir um ponto de partida exterior. Demonstra, com efeito, uma ausência de fundamento sólido de nossas experiências, pelas quais nos são fornecidas determinadas regularidades e interpretações, fruto de nossa história conjunta como seres biossociais. No interior dessas áreas de história comum que se apóiam sobre acordos tácitos, vivemos em uma aparentemente interminável metamorfose de interpretações que se sucedem.”

E por último não entenda nada, porque nem todos mistérios somos capazes de discernir:

Pra que ter certeza se estamos todos no mesmo, numa mesma concepção de mundo e de suas imagens.


Para se ter certeza será precisa apenas passar pela experiência das sensações percepções. Somos então escravos das sensações?

Porque então nos foquemos nessas pequenas percepções individuais e coletivas que nos dão felicidades. E não nos enganemos entre felicidade e prazer. Porque então não nos foquemos em nós, no silencio, nos instantes vazios de nos mesmos, pois estes irão compor o que dizemos de realidade, ilusões de realidade, ora processadas e categorizados pelo poder da imagem ou da percepção da imagem. Ela diz muito de nós que dizemos muito sobre ela. No final estamos falando em voz alta sobre nós mesmo.



Ps: não concordo quando o professor fala que "em nada o tempo da alma não diz do tempo do mundo". Acho que a ideia de energia, da luz conjuga tudo numa só multiplicidade de forças energéticas...mas existe tantas outras asneiras, não é mesmo?!



" o caos é tudo aquilo que está em potência"





UMA GRANDE INTERROGAÇÃO SOBRE TUDO! DEIXEMOS OS MISTÉRIOS EXISTIR!



                                                               Escher

terça-feira, 22 de março de 2011

Organização entre as palavras e as imagens - dizer profético

DIZER PROFÉTICO DA IMAGINAÇÃO

Parece que os outros querem nos incutir uma forma de desejo desconfortante do CAOS!
Estes outros estão indo embora e o desconforto do caos para nosso senso comum também está indo embora. A palavra de ordem é ordem e da desordem nasce organização. Este é a aproximação da perfeição inexistente do mistério ontológico!!!
Como diria Nietzsche, vamos todos nos tornar mestres...sejamos nossos mistérios. Sejamos CAOS.


MAIS IMAGENS


SEM RECEIOS E RESSENTIMENTOS.

quinta-feira, 17 de março de 2011

De volta ao caos

Antes de mais nada, o estar de volta é o mesmo que sempre estar presente.
Um vez que estive virtual aqui na atualização da internet. O caos é assim, sempre em potência, sempre virtual, sempre próximo. Ou melhor junto e misturado.

Nunca soube no que isto iria parar, já falaram de Rimbaud, de miudezas epistemológicas, enquanto o que gostaria de ressoar era intensamente e puramente o nada. O nada das palavras, das imagens, o vazio cheio de dinâmicas do caos, das poesias rimadas de coisas concretas, dos antagonismos, das ambivalências e descuidos...dos erros e acertos das verdades e (in)verdades, de potências falsos.
Continuarei assim...vez ou outra, sempre imagens!

Dica: http://vimeo.com/5699400