terça-feira, 3 de agosto de 2010

Inicio de manifesto vazio

Neste manifesto haverá muito mais experimentações e suposições aleatórias, por vezes pensando do menor para o maior, sendo que o contrário também pode acontecer. Gostaria de ignorar e contradizer que o discurso do Eu, do indivíduo, do sujeito em processo de individuação ou o que melhor preferirem, pode ser o micro ou o macro. Ou seja, se pensarmos em nós como macro, isso pode ser o reflexo do todo-circunstâncias-mundo-infinito aqui dentro, mas o contrário dá no mesmo.



Até aqui, tudo isso, todas as divagações parecem ser uma busca da explicação e da perene necessidade de buscar algo. Por mais que pareça, ao sentar e escrever este, com certeza, existem espectros que trazem muitas indagações, angústias, desconfortos e confortos, mas, antes de tudo, muito mais imaginação, intolerância, chistes e brincadeiras. Ao começar por um manifesto, que pretende se contradizer a todo momento, é o querer dizer nada sem querer o algo. Quem já diz muito de tudo. É não buscar o academicismo, muito menos o superficialismo, mas é também o popular e o elitismo, os discursos da verdade e do falso. Contudo é muito mais não se posicionar, já se posicionando e, parece, vendo com nossos olhos desta realidade, dessa sociedade, uma fraqueza, um medo, uma canalhice e uma imbecilidade.


E o que dizer do excesso e “maneirismo” do consumo que está em todas as áreas? Até que ponto a repetição de uma lógica pode desconstruir um modo e criar outro modo? Será realmente que podemos repetir, repassar, até transcender algo para virar uma verdade?


Este é um manifesto, áureo, a favor e contra ao sistema capitalismo, por vender algumas verdades e todas aquelas, que pareçam justamente o contrário do discurso capital. E por ser mais um clichê de filme, de um personagem revolucionário, que sempre questiona o sistema vigente hegemônico, manifesto contra e a favor dos outros sistemas passados e que futuramente possam ser vigentes: os sociais, os feudais, os colaborativos, os individuais. Manifesto contra e a favor não só a estes sistemas econômicos possíveis, mas também aos sistemas possíveis de política, de cultura, de espiritualidade, de sociedade e de outras realidades com seus esquemas de “viver. Contra e a favor, porque aqui estamos todos nós. Não nos perguntemos do binarismo das nossas razões subjetivas a todas as horas, apenas alguns minutos do dia já bastam!


                                                           - - -                              - - -

"Eu falo sempre de mim já que não quero convencer, eu não tenho o direito de arrastar outros em meu rio, eu não obrigo ninguém a me seguir e todo o mundo faz arte à sua maneira, se ele conhece a alegria que sobe em flechas para as camadas astrais, ou a que desce das minas de flores de cadáveres e de espasmos férteis. (...) Assim nasceu DADÁ de um desejo de independência, de desconfiança na comunidade. Nós não reconhecemos nenhuma teoria"  T.T., 1918

Nenhum comentário:

Postar um comentário