domingo, 29 de agosto de 2010

Qual compreensão? e breve despedida

Quando me proponho a escrever, é porque utilizo uma codificação que me é, razoalvemente bem binária, mas quem para mim confude-se muito, pois não quero, nem sempre buscar uma compreensão dos objetos e das coisas.
Mas o que será a outra compreensão, tão longe de nós( ou muito perto), qual é o outro, ou outros modo de pensar? Pois eu entendo que se chegamos a compreender algo, de outra forma, passamos aí por uma filtragem lógica e com sequelas binárias para compreender este outro. O desconhecido não nos é compreensível, não nesta nossa realidade. Por demais só podemos chegar perante uma artificialidade. Alcançar outras realidades, para mim, incute em alcançar um grão de areia de outro modo de pensar, nasce minha contradição. Escreverei apenas experimentando o novo, no sentido de ampliação do velho, enxegar o novo, pelo breu do caos!
Estou quase me despedindo deste blog, superficial, rarefeito, confuso e quase desconhecido do mundo....considero vocês pequena parcela importante de grandes!
Em breve alcançarei algumas particularidades do Dogma 95 e do dadá, em outra janela binária e nada complexa do ciberespaço!

sábado, 14 de agosto de 2010

Uma pergunta pro Caos

Essas divagações seguem desconexas e sem complexidade. Mas se você que realmente não tem nada a dizer, sabe que tem algo a falar e não quer se manifestar sempre me acrescentará...deixa as palvras fluirem e me mandem também uma imagem de presente.
Hoje você acordou e teve a impressão de estar sempre acordado?
Escolha não só uma realidade mais várias outras...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Manifesto para expressar algo sem explicação

1. me manifesto denunciando (manifesto minha perplexidade diante da escravidão ao binarismo) a escravidão do binarismo e suas dinâmicas sociais que se disfarçam nas suas múltiplas e imbricadas combinações,

2. me manifesto denunciando a (manifesto minha perplexidade diante da escravidão) escravidão esquizofrênica dos termos inventados pelos novos filósofos, novos religiosos, novos cientistas que abominam o passado. Então, por favor paremos de pensar e de escrever.

3. me manifesto denunciando (manifesto minha perplexidade diante deste) este momento que não sabemos se configura um tempo presente amarrado no passado e aprisionado pelo futuro. Não, não pensemos em tempo cronológico nem em tempo subjetivo, não pensemos em nada, que é o mesmo que pensar em tudo. A isto que chamam de pós-modernidade, líquida, tardia, pós-industrial, que tirou o conforto dos fracos e oprimidos e dos razoavelmente confortados, ou dos loucos sempre pensantes e nunca conformados. Em resumo, me manifesto denunciando o movimento novo e desconhecido e ao antigo movimento que parecia inerte.

4. me manifesto denunciando (manifesto minha perplexidade diante da) a cultura e religiosidade mutante! Um viva?! Um viva à mudança, ao movimento, ao diferente, ao hibrido, à multiplicidade e à diversidade.....

5. me manifesto ( contra ou a favor) à minha inserção em grupos, em pastiches, em estereótipos, mesmos que estes grupos possam ser apenas eu mesmo.

6. me manifesto à busca da razão, independente do quão clara e cheia de luz ela for, e tão escura quanto pareça. Pois está aí embutido o mesmo pensamento grego platônico que constitui o mundo ocidental e que desmazela o oriente hoje.

7. me manifesto contra e a favor das “muletas”, uma necessidade da humanidade! Daqui a pouco vou utilizar de muletas acadêmicas, pois antes de tudo esse texto tem um fim que é também acadêmico. Mas podemos brindar, de certo modo, as muletas da fala, da escrita, da espiritualidade e metafísicas, da política, da ética, da moral, e quase todas as coisas que utilizamos para codificar o caos e forjar uma realidade.

8. me manifesto a mim e a todos que perderam seu tempo lendo, pois poderiam estar fazendo coisa muito mais edificante.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pra reforçar algo não dito

São inscrustações, fusões e distorções que produzem deslocamentos e padrões da percepção.

Um pouco antes do manifesto - sobre imagens e tecnologias

Espaço e tempo são suportes da presença atingidos por um tipo de imagem. Conforme, Lyotard in Parente, na forma moderna, só nos resta o espaço e o tempo e na forma pós-moderna(?) não permanece nem mesmo o espaço e o tempo. Perguntas de Lyotard: Como o sentimento estético pode sobreviver a uma representação calculada que destrói a presentação e à interatividade que arruina a passibilidade? Perdemos a arte e a terra, o que ganhamos? Poderá o desenraizamento provocado pelas novas tecnologias nos levar a emancipação? O que acontecerá com o nosso corpo diante do desaparecimento do espaço e do tempo? 
Na verdade é sobre outras tantas coisas. tudo isso por conta de um manifesto sem pé nem cabeça, que virá depois. depois virá outras pesquisas, potências e asneiras, até não sei chegar aonde eu quero: simplesmente nada!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Inicio de manifesto vazio

Neste manifesto haverá muito mais experimentações e suposições aleatórias, por vezes pensando do menor para o maior, sendo que o contrário também pode acontecer. Gostaria de ignorar e contradizer que o discurso do Eu, do indivíduo, do sujeito em processo de individuação ou o que melhor preferirem, pode ser o micro ou o macro. Ou seja, se pensarmos em nós como macro, isso pode ser o reflexo do todo-circunstâncias-mundo-infinito aqui dentro, mas o contrário dá no mesmo.



Até aqui, tudo isso, todas as divagações parecem ser uma busca da explicação e da perene necessidade de buscar algo. Por mais que pareça, ao sentar e escrever este, com certeza, existem espectros que trazem muitas indagações, angústias, desconfortos e confortos, mas, antes de tudo, muito mais imaginação, intolerância, chistes e brincadeiras. Ao começar por um manifesto, que pretende se contradizer a todo momento, é o querer dizer nada sem querer o algo. Quem já diz muito de tudo. É não buscar o academicismo, muito menos o superficialismo, mas é também o popular e o elitismo, os discursos da verdade e do falso. Contudo é muito mais não se posicionar, já se posicionando e, parece, vendo com nossos olhos desta realidade, dessa sociedade, uma fraqueza, um medo, uma canalhice e uma imbecilidade.


E o que dizer do excesso e “maneirismo” do consumo que está em todas as áreas? Até que ponto a repetição de uma lógica pode desconstruir um modo e criar outro modo? Será realmente que podemos repetir, repassar, até transcender algo para virar uma verdade?


Este é um manifesto, áureo, a favor e contra ao sistema capitalismo, por vender algumas verdades e todas aquelas, que pareçam justamente o contrário do discurso capital. E por ser mais um clichê de filme, de um personagem revolucionário, que sempre questiona o sistema vigente hegemônico, manifesto contra e a favor dos outros sistemas passados e que futuramente possam ser vigentes: os sociais, os feudais, os colaborativos, os individuais. Manifesto contra e a favor não só a estes sistemas econômicos possíveis, mas também aos sistemas possíveis de política, de cultura, de espiritualidade, de sociedade e de outras realidades com seus esquemas de “viver. Contra e a favor, porque aqui estamos todos nós. Não nos perguntemos do binarismo das nossas razões subjetivas a todas as horas, apenas alguns minutos do dia já bastam!


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"Eu falo sempre de mim já que não quero convencer, eu não tenho o direito de arrastar outros em meu rio, eu não obrigo ninguém a me seguir e todo o mundo faz arte à sua maneira, se ele conhece a alegria que sobe em flechas para as camadas astrais, ou a que desce das minas de flores de cadáveres e de espasmos férteis. (...) Assim nasceu DADÁ de um desejo de independência, de desconfiança na comunidade. Nós não reconhecemos nenhuma teoria"  T.T., 1918