terça-feira, 27 de julho de 2010

Afirmando nada!

Ao tentar explicar, já penso que explicado nada será, uma vez que utilizo das palavras e entendo que estas não o bastam, nem mesmo as imagens ou os sons, e ainda, algo que irá apenas servir de códigos para algum dos nossos “sentidos”. Pensem no CsO!


Antes de tudo, também, é válido ressaltar o quanto inócuo este possa parecer, assim como tudo até hoje. Então um novo modo de pensar, com certeza este não é e muito menos é algo que já foi pensado. Prepotente!? gostaria de ser ao repugnar e ignorar todos modos, os velhos e os novos, pois aqui mesmo, já estão marcas do pensar binário. E se, eu disser que devemos estar sobre situação de suspeita para melhor entendermos os movimentos e as mudanças em contrapartida da segurança de um modo de pensar, estarei enclausurado numa sala, tentando sair, mas ao sair pode ser que entremos em uma outra sala com grades. É possível que no caos não tenhamos algum espaço-tempo sem jaulas? Se sim, e o que virá ou existirá após ou FORA dele?

2 comentários:

  1. Ao tentar explicar você pretende ser compreendido? As formas de comunicação que conhecemos não são suficientes para fazer a conexão completa entre o que pensamos emanar e o que nosso interlocutor pensa absorver. Se já foi pensado antes ou não, se é um novo modo ou não, não importa... assim como não importa se a sala tem ou não grades. Absorver o que podemos, emanar o que podemos, esperar que ultrapassemos os limites. Prepotente? Todos somos ao imaginar ser possível vencer os limites de nossa compreensão... mas não é que às vezes é!

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  2. Boa provocação...talvez o problema(?) seja a escrita:

    "As palavras que você vai ler e as imagens que você vai ver querem ser lidas e vistas juntas e separadas. Juntas para que o texto ganhe a imaginação que lhe falta e a imagem ganhe a estabilidade de que carece. Separadas para que cada uma conte a sua história. Juntas-separadas para que o leitor construa outra história e imagine novamente este pequeno momento do XXI. Isto quer dizer também que as imagens neste livro não querem ser meras ilustrações do texto, nem o texto explicar a imagem. Que o leitor passeie por elas imaginando outros significados e acrescentando explicações verdadeiras àquelas que o autor explica. Pode-se contar a mesma história tantas vezes quantos escritores quiserem fazê-lo. Escrever é um exercício de liberdade, não de submissão. Nenhum método pode ter a pretensão de aprisionar a verdade e acreditar nos autores é um exercício político dos leitores.(ALMEIDA, Milton José de. Prefácio do livro de SOARES, Carmen Lúcia. Imagens da Educação no corpo. Campinas: Autores Associados, 1998.)

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